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Influenciadores virtuais dão novas faces ao mercado de creators

Um dos primeiros perfis em formato avatar do Brasil, Vic Kalli foi inspirada em Lil Miquela e Noonoouri; chegada deste tipo de criador altera dinâmica do ecossistema

Avatares, bonecos, hologramas, influenciadores virtuais. Ainda não existe uma definição exata para classificar perfis como de Lil Miquela e Noonoouri. No ano passado, a discussão sobre o uso desses influenciadores esteve em alta principalmente por conta dessas duas. Em fevereiro, a Prada contratou Lil Miquela, que tem mais de 1,5 milhão de seguidores, para uma parceria durante o desfile de inverno de 2018. Ela ainda foi escolhida como It Girl do verão pela Vogue e lançou uma música no Spotify. Já Noonoouri, com 126 mil seguidores, ganhou a atenção de pessoas como o estilista Marc Jacobs, a editora Suzy Menkes e a top Naomi Campbell.

Mesmo virtuais, as influenciadoras tratam de questões comuns a pessoas reais como frustrações, decepções e desafios. O perfil de Miquela é gerenciado pela Brud, startup de inteligência artificial com sede em Los Angeles que também cuida do perfil Blawko. Enquanto o objetivo de Noonoouri, criada pelo alemão Joerg Zuber, é, segundo sua descrição, “transportar histórias sobre a herança e o legado de grandes marcas da moda para as redes sociais”.

A Noonoouri tem 126 mil seguidores e vários contratos com marcas (Crédito: Reprodução)

Na semana passada, o Brasil também ganhou um perfil de influenciadora virtual. Vic Kalli vem se classificando como “a primeira boneca virtual influencer brasileira” e já estreou com um ensaio para a revista L’Officiel Brasil. Vic se define como paulista, de 21 anos, fashionista e traveller. Por aqui, a Lu, do Magalu, já é conhecida, no entanto, ela atua como embaixadora de uma marca específica, o que a difere das novas influenciadoras virtuais.

A consultora de estilo e stylist Tay Borges explica que as pessoas estão em busca por algo diferente para se inspirar e, por si, este fato já justificaria a atenção que as influenciadoras virtuais estão ganhando.

“E, para a geração dos millennials faz mais sentido ainda, pois já estão habituados a lidar com digital, muitos têm seus próprios avatares, então esta interação virtual é natural para este público. O mais interessante delas é que não tem limites! Podem ser do jeito que quiserem e onipresentes, globalizadas. Não sofrem limitações humanas, físicas ou financeiras”, diz Tay.

Rodrigo Soriano, CEO da Airfluencers, não enxerga um impacto tão relevante no ecossistema de criadores. “Existe o criador de conteúdo, o designer, alguém de produção por trás desses perfis, muito mais uma situação de Humano x Virtual, do que os criadores em si, é muito além do que isso, é como a sociedade enxerga isso? É importante que a mensagem esteja clara para o consumidor que é um avatar, um influenciador virtual, porque mesmo sendo influenciadores virtuais ganham fortunas com as marcas que se associam à eles, ou até mesmo criam”, explica.

Lil Miquela foi criada pela Brud, uma startup de inteligência artificial com sede em Los Angeles (Crédito: Reprodução)

“Com o avanço da robótica você tem diversas maneiras de reproduzir o comportamento humano. Por isso, é importante deixar claro do que se trata o influenciador. Algumas pessoas não enxergam com bons olhos, criticam e questionam como as pessoas podem admirar ou ter qualquer tipo de relação com robôs virtuais e até como isso pode impactar as crianças, que tipo de relação vai se construir com os robôs?”, diz Soriano.

Eva Farah, expert da WGSN, explica que o marketing usando avatares passou a ser algo mais comum, com marcas apostando em modelos criados por computação gráfica que ficam no limite entre a fantasia e realidade. “Em 2018, já tínhamos mapeado como uma tendência para ficar de olho e, com certeza, os avatares estão ganhando cada vez mais espaço e têm potencial para serem uma das principais tendências desse ano no universo das redes sociais”, explica.

As influenciadoras virtuais vieram para ficar?

Eva lembra que marcas internacionais, desde a Ugg até a Fenty, aproveitaram os avatares para promover produtos em campanhas nas redes sociais. “A mais famosa, Lil Miquela, se tornou uma personalidade da cultura pop, posando para a Vogue e estrelando na capa da High Snobiety. E, isso com certeza impactará os intermediários dessa indústria, as agências terceirizadas estão surgindo para ajudar os avatares a fecharem contratos pagos. A agência The Diigitals, por exemplo, foi lançada em julho de 2018 até então se dizia a única a representa somente avatares”.

Influencers virtuais

Lil Miquela – 3 milhões de seguidores

Por estar quase há um ano no Instagram, é a que mais tem seguidores, e por ter apoiadores da marca alavanca sua audiência.

Noonoouri – Instagram 372 mil seguidores

No Instagram, ela já possui uma atividade contínua e possui volume de publicações de mais de uma postagem por dia. Sua média de curtidas é de 9,8 mil por post e a média de comentários é de 147.

Fonte: Airfluencers

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